contabilidadeSaúde, beleza e bem-estar foi o setor que mais cresceu em empresas com franquias em 2016, com uma alta de 15,5%, segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising).

Isso representa quase o dobro do crescimento médio de todos os negócios franqueadas. O faturamento das franquias como um todo cresceu 8,3% em média, indo de R$ 139,593 bilhões em 2015 para R$ 151,247 bilhões em 2016.

A ascensão de redes de clínicas médicas populares, a utilização de novos canais de venda (porta a porta), além da entrada de novas marcas e de grandes players no mercado favoreceram esse desempenho do segmento de saúde e beleza. As marcas Hinode, Quem Disse, Berenice? e Sobrancelhas Design são exemplos desse crescimento.

Serviços automotivos em segundo lugar

A categoria de serviços automotivos teve o segundo melhor índice de crescimento, registrando 11,6% de variação, devido à expansão do mercado de veículos seminovos no ano passado. Entre as marcas que exemplificam esse bom desempenho, estão Bono Pneus, Jet Oil e Make-up Estética Automotiva.

O segmento de moda ficou em terceiro lugar, alcançando um crescimento de 10,4% na comparação com 2015. A oferta de novos produtos, as estratégias de promoção e a expansão das redes são fatores que explicam esse crescimento. As marcas que ilustram o bom desempenho no segmento são Clube Melissa, Hope Lingerie e Jorge Bischoff.

Alimentação manteve seu bom desempenho e, com receita 8,8% maior em relação ao ano anterior, ficou em 4º lugar. O segmento lançou mão de promoções e da diversificação de canais de venda, como aplicativos. Cacau Show, Chiquinho Sorvetes e Mania de Churrasco são marcas que exemplificam esse crescimento.

Crescimento de 3,1% em número de unidades

Segundo a pesquisa da ABF, em 2016, o número de unidades de franquias em operação no país totalizou 142.593, uma expansão de 3,1% frente a 2015, quando foram registrados 138.343 pontos de venda.

Fechamento aumenta e chega a 5,1%

A taxa de mortalidade (fechamento de unidades) no ano foi de 5,1%, maior do que em 2015, quando foi de 4,4%.

“Com a retração do PIB e do consumo de forma geral, houve um aumento desse indicador dentro da margem esperada. Além de estar sempre alerta, este é o momento que o empreendedor deve estar próximo à operação e ao franqueador para realizar as ações necessárias com agilidade”, explica Claudio Tieghi, diretor de inteligência de mercado da ABF.

Empregos diretos somam mais de 1,192 milhão

Mesmo com um mercado de trabalho ainda em retração, o franchising conseguiu manter o nível de empregabilidade no setor. De acordo com a pesquisa, foram registrados no ano passado 1.192.495 trabalhadores diretos no sistema de franquias ante 1.189.785 em 2015, o que representa uma variação positiva de 0,2%.

Número de redes diminuiu

De acordo com o levantamento, o número de redes de franquia em atividade no Brasil no ano passado foi de 3.039, registrando um decréscimo de 1,1% em relação a 2015, quando havia 3.073 marcas.

Segundo o presidente da ABF, o dado revela um maior amadurecimento do franchising brasileiro, em que há menos marcas com mais unidades. “O mercado norte-americano, o maior do franchising mundial, é um exemplo disso. Segundo o World Franchise Council, os Estados Unidos são o quarto país do mundo em número de redes, mas o primeiro em unidades de franquia. Temos também que levar em conta movimentos de fusões e aquisições e o fortalecimento de holdings de franquias”, diz Altino Cristofoletti, presidente da ABF.

Fonte: http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2017/02/14/quer-abrir-negocio-clinica-popular-e-produto-de-beleza-bombaram-em-2016.htm

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