Com uma visão “importada”, empreendedores estrangeiros encontraram no Brasil algo que nós, muitas vezes, deixamos de perceber: um mercado enorme, repleto de grandes desafios e, consequentemente, de oportunidades ainda maiores. Assista acima ao papo dos “gringos” David Velez, do Nubank, Mate Pencz, da Printi, e Brian Requarth, do VivaReal durante o CEO Summit 2016. A conversa foi moderada por Anderson Thees, da RedPoint e Ventures.

Trazendo um pouco de sua história, David contou como saiu dos Estados Unidos atrás de oportunidades. Percebeu que eram tantos os desafios ainda não explorados no Brasil, que existe maior necessidade de criar um negócio do que de investir em um. Nos países em desenvolvimento, especialmente no Brasil, existem muitos problemas, mas também muito mais oportunidade e menos competição, completou Mate.

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Mas o começo é difícil. “Levou seis meses até que eu conseguisse abrir uma conta no banco”, disse o fundador do Nubank.

Thees trouxe à mesa sua percepção como investidor. Para ele, é fácil começar um negócio nos EUA, mas torna-se hipercompetitivo muito rapidamente. Aqui, é muito difícil de iniciar, mas é uma jornada um pouco mais tranquila depois dos primeiros passos.

Brian, do VivaReal, conta como isso ajudou a definir seu mercado de atuação. Um negócio como o dele, um marketplace de imóveis, em terras americanas não faria sentido. Lá, existem players gigantes, muito mais estruturados. Aqui, o mercado não é tão saturado, é possível fazer muito mais com muito menos.

Ainda não existem no país, principalmente em tecnologia, muitos cases de sucesso como o MercadoLivre e o Decolar.com. Todo o ecossistema empreendedor ainda é pequeno no Brasil, mas o empreendedor vê que isso vai mudar muito nos próximos 5 a 10 anos. A qualidade das pessoas trabalhando nesse ecossistema está evoluindo, contou.

“Eu vejo pessoas que não deixariam seus empregos em bancos agora tentando coisas novas, e essa é uma mudança de mentalidade”, disse ele.

Papel do empreendedor

Para eles, o papel dos empreendedores é transformar o ecossistema empreendedor do Brasil. Quando Mate, da Printi, veio para cá, não tinha muito apoio. Ele vivia numa casa com outras dez pessoas e dividia seu escritório com outras dez startups. Isso criou uma cultura de colaboração, e fazer parte desse grupo de pessoas com cabeças parecidas foi fundamental para o desenvolvimento dele como empreendedor e de seu negócio.

Empreendedores precisam apoiar outros empreendedores. No começo do VivaReal, Brian não tinha escritório, recursos, apoio ou sequer incentivos. A primeira pessoa que contrataram foi entrevistada num Starbucks. Agora, a VivaReal busca desenvolver o ecossistema dedicando metade de um andar ao VivaComunidade, espaço de escritório grátis para startups.

Aos olhos dele, essa é uma das suas maiores fontes de aprendizado.

Fonte: endeavor.org.br

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