Saiba o que diferencia negócios bem sucedidos na Zona Leste daqueles que não chegam nem ao final do primeiro ano de vida

 Uma em cada quatro empresas brasileiras quebra antes de completar um ano, segundo levantamento do Sebrae. Driblar esta estatística é o desafio de todo empreendedor que decide abrir um negócio no país. Ana Fernandes está entre os 75% que conseguiram.

A empresária já era dona de uma lanchonete quando decidiu investir em um novo mercado: o de sorvetes. “Meus sócios não queriam entrar no negócio, mas eu estava totalmente envolvida”, conta. Ela se juntou a Rosana Lamothe, que trabalhava no mercado financeiro, e as duas criaram a Sorvete Brasil. “Juntamos experiências e isso ajudou a empresa”, diz Ana.

Com uma produção de 10 mil litros de sorvete por mês, elas faturaram, em 2010, 1,2 milhão de reais e empregam mais de 40 funcionários. “O segredo do nosso sucesso é atender o cliente de forma personalizada”, revela a empreendedora. A marca começa uma nova etapa agora com a expansão através de franquias.

Assim como no caso da Sorvete Brasil, a combinação de fatores como encontrar o sócio certo, diferenciar-se da concorrência e encontrar uma boa oportunidade de mercado é determinante para a sobrevivência de um negócio. Embora não exista fórmula secreta, algumas características são comuns aos empresários bem-sucedidos. Saiba quais são elas.

Organize-se
Todos os consultores e especialistas batem nesta tecla. “Planejar é fundamental”, insiste Reinaldo Messias, consultor do Sebrae/SP. Os empresários de sucesso estão quase sempre apoiados em planos e mais planos para que as coisas deem certo. “Tenha um plano de negócios para ser revisto com frequência. Você projeta o futuro e aprende com o passado”, diz o Batista Gigliotti, presidente da consultoria em desenvolvimento de negócios Fran Systems.

Ter as ideias organizadas faz parte desse movimento. O empreendedor precisa conhecer desde o quanto de dinheiro vai precisar para tocar o negócio até planejar estoque e o relacionamento com os clientes. Estratégia de mercado bem definida e recursos para interagir com seus parceiros podem garantir um bom começo.

Escolha bem os sócios
A empresária Ana Fernandes, da Sorvete Brasil, acredita que a escolha da sócia foi fundamental para a empresa crescer. A troca de ideias, opiniões e sugestões enriquece o dia a dia da companhia e ainda pode render bons negócios. “Muita gente tem restrições em ter sócios. Eu sempre digo que a melhor coisa a fazer é escolher alguém que tenha os mesmos valores e objetivos que você. Um precisa complementar o outro”, opina Gigliotti.

Faça mais com menos
Muita gente culpa a falta de dinheiro pelo fim de um negócio. O verdadeiro culpado é quem não sabe aproveitar os recursos que tem para produzir o máximo que pode. “Tenha uma produtividade adequada para fazer mais com o recurso que tiver”, ensina Messias. Os empreendedores de sucesso costumam começar uma empresa com pouco ou quase nenhum dinheiro.


Isso inclui saber a hora certa de aproveitar os lucros. “Usar o lucro para aumentar o patrimônio pessoal tira o oxigênio da empresa”, alerta o consultor do Sebrae/SP. A dica é reinvestir, sempre que possível, dentro do próprio empreendimento.

Assuma riscos
Nenhum negócio está imune a passar por turbulências. Na essência, o empreendedor é quem arrisca. “No início, a aversão ao risco acontece porque o empresário não tem dados concretos e tenta diminuir a possibilidade de surpresas”, diz Gigliotti.

Normalmente, as pessoas se acomodam quando a empresa passa o momento de sufoco e deixam de arriscar, o que inibe o crescimento. “Não deixe de empreender mesmo quando estiver ganhando. O risco também ajuda”, explica o consultor da Fran Systems.

Reconheça sua equipe
“O bom empreendedor não é o que manda, mas o que forma uma equipe”, define Messias. Estar disponível para ouvir parceiros, colaboradores e fornecedores é fundamental para melhorar a operação. Isso exige uma postura mais participativa. Estimular a equipe a participar também faz parte desta atitude. Eles devem estar focados em resultados, objetivos e metas possíveis de serem realizadas. “A equipe deve ter valor e não um preço”, diz Messias.

Tenha foco
Muitas vezes o negócio começa errado porque a pessoa abraça uma ideia da qual não gosta ou que o mercado não está pronto para receber. Para não ter que abandonar o barco, os especialistas sugerem ter um objetivo claro desde o início. “Tenha um propósito e descubra o que o seu negócio representa para você, o cliente e o mercado”, opina Messias. Se mesmo assim o negócio não for para frente, admita que é hora de desistir. “É preciso enxergar a empresa como algo financeiro e não sentimental”, explica Gigliotti.

Fonte: exame.abril.com.br

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